27 de jan de 2011

E O TERRA DO MEIO VAI FECHAR

Direto do Tipo Assim... folhetim.



...E O TERRA DO MEIO VAI FECHAR
26/01/2011

por André Costa Nunes



Esta é a última semana de funcionamento do Restaurante Rural Terra do Meio.

Domingo, 30 de janeiro de 2.011.

Inaugurou em 30 de maio de 2.009, sabendo que não era imortal posto que é chama, mas foi infinito enquanto durou.

O réquiem formal termina por aí.

O que eu queria mesmo era dizer que foi prazeroso!

Nunca curti tanto.

Vi e revi velhos amigos. E aí se incluam os novos que em um passe de caruana, de repente, viraram amigos de infância e, o que é melhor, relembrávamos reminiscências não havidas.

No início levei uma bronca da encantaria, a velha turma daqui, com quem convivo há quarenta e três anos. O Maraca, o Curupira, o Mapinguari, a Matinta, e até o Capelobo. Com letra maiúscula, sim senhor, porque a encantaria também é gente.

Quarenta e dois anos de convivência achavam que tinham direto de pelo menos ser ouvidos.

Até acho até que tinham. No início ficaram amuados, mas canalhas que são, logo aderiram ao espírito da coisa. Ensinaram-nos a fazer perfumes com ervas, raízes e cipós do mato, licores mil, inclusive seu mais recôndito segredo: licor de flor de jamburana.

Vão sentir falta. Eu também, claro, mas nos acostumaremos.

E tudo vai voltar a ser como antes nas cabeceiras do rio Uriboca. Sem essa de nostalgia, apenas lembranças. Todas ótimas.


Informe publicitário:

De vez em quando, espero que muitas vezes, abriremos para eventos programados. Aniversários, casamentos, confraternizações, ou, mesmo, aluguel para gandaia.

As canoas, o salão, as malocas, as trilhas, as jaçanãs, as castanheiras seculares vão estar nos trinques. A Gilmara, o Maraca, a Dona Édina cozinheira, a Graça, também.

O telefone é o mesmo, (91) 3255-1882

Fim do informe publicitário.


Estou cuíra para citar um mundo de gente, amigo(a)s, blogueiro(a)s, jornalistas e demais canalhocratas que embalaram e se deixaram embalar por este sonho.

Abraço a cada um de vocês na lembrança do Baratinha-Ronaldo Barata e do Juca-Juvêncio Arruda.

Sempre nos veremos nos botecos da vida, ou, quem sabe um dia, aqui mesmo embalados pela magia da flor da jamburana.

andré costa nunes





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